O que nós somos?

Penso e vejo a humanidade como uma rede de pessoas que se conectam fisicamente e virtualmente. Não seria justo virmos a este mundo apenas para isso. Somos também indivíduos com almas, sentimentos e capacidades de crecimento.

Alguns poderíam dizer que nossa vida é curta, então devemos aproveitar tudo com a maior intensidade, sem se preocupar com o resto; a pergunta que fica é: qual seria o propósito, ou melhor o objetivo de vida? o que você guardaria de conclusão com essa experiência?

Imagem relacionada

Pensando mais à frente, podemos usufruir de nosso tempo para ser a razão pela qual o outro acredite na mudança, podemos ser uma força de proteção e de esperança, podemos decidir a que lado caminhar e também com quem nos juntar. Podemos nos permitir errar, mas sempre buscar amar o próximo, mais que a si mesmo.

Tudo bem, somos 1 dentre bilhões de indivíduos, mas se cada um pensar que pode sim ser a diferença, essa conta pode mudar, e a proporção virar para um lado mais positivo.

Em nossa vivência com outros, podemos nos encaixar na categoria “torcedor”, apoiando e acreditando no sucesso do outro, independente da situação atual que vive, seja na ponta da tabela ou lá na zona limitante. Parece contraditório dizer, mas essas, na minha visão, são as pessoas que mais podemos confiar. Veja por exemplo uma equipe: os jogadores não conhecem todos seus fãs, torcedores, ou algo do gênero, mas sabem que renderão mais quando estiverem ao seu lado, seja através de viagens, grito de guerra, campanhas, tudo para um objetivo comum: passar pelos desafios constantes da vida.

Outras pessoas preferem se encaixar na categoria “egoísta”, só tenho tempo pra mim, se quiserem falar comigo, podem até tentar, eu vejo se respondo. Pode até funcionar por algum tempo acreditar que sozinho as coisas renderão mais, e não haverá outros para encher a paciência, mas é através do diferente  e do complementar que novas ideias surgem. Não significa, que com outros sua vida será um sucesso, mas sim, que você pode trabalhar e confiar nos outros, dando também a oportunidade de trocar experiências da vida, afinal temos capacidades diferentes e podemos ser uma fonte do bem para o outro, se fechar exclui essa oportunidade.

Diferente destes, há também aqueles que preferem ir na maré da moda, conhecidos como “modinha”; acham que o sucesso ou a atenção são fontes de alegrias, e que elas devem ser alcançadas independente da forma como foram feitas. Na minha humilde opinião, isso até poderia ser considerado ou visto como forma de buscar sua identidade, mas não algo que seja levado para a justiça ou protestos em prol dos direitos humanos, pois cada um tem escolhas diferentes durante suas vidas. O que falta ser considerado neste ponto, e que se torna grave, é a força das influências que todos os dias passam por nossos olhos e ouvidos, dizendo que devem fazer coisas proibidas, devem ter mais e mais, devemos nos revoltar e protestar. Não há necessidade visível para identificar que a opinião está sendo construída por outros e não por si mesmo, e pouco a pouco a essência boa daquela pessoa se transforma em algo diferente do que estávamos acostumados.

Não tenho a intenção de direcionar ninguém a nada, mas acho importante levantar esse tipo de questão de quem somos, pois o quanto mais cedo soubermos categorizar com firmeza de acordo com nossos princípios e valores, quem realmente somos, saberemos então lidar com qualquer dificuldade de preconceito.

Bate uma tristeza ver amigos próximos se perdendo por pouco.

Citação | Publicado em por | Deixe um comentário

POEMA: Sorria pra mim

Era como um gesto simples
De companhia que se tornava único;
Um brilho que encontrava caminhos
E por aí criavamos um vínculo.

Era como entender sem conversar
De estar feliz por dentro e assim se fortalecer,
Pois de outra coisa não vive nosso ser
Se não vendo pequenos momentos se tornando horas

Era como se uma poesia fosse escrita
Como se eu pudesse ver um jardim à minha frente
Era como se o Sol estivesse iluminando esse dia
Que mais poderia pedir, se não esse sorriso?

Era como entender o começo e o meio
Mas sem pensar em um fim,
Pois assim como há harmonia na música
Também deve haver entre as pessoas

Era transmissão de pensamento,
Era risadas sem entender o motivo,
Era tudo isso dentro de um sorriso
Porque sem ele não haveria sentido

Nader Shaikhzadeh Vahdat
20.05.2017

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

Em qual mundo vivemos?

terre-lune-comparaison-de-taille

Já passamos por tantas mudanças estruturais durante o desenvolvimento de nosso Sistema Solar e até mesmo internamente, com mudanças geográficas, biológicas, humanas, políticas e econômicas, que muitas vezes, cria-se uma complexidade em responder exatamente essa pergunta.

Vivemos testando novidades, somos movidos por elas. Porém, ultimamente, como devem ter percebido esse caminho parece estar sendo o oposto do esperado. Posso exemplificar para esclarecer:

  1. Blocos econômicos se desintegrando: vide a União Europeia com os casos da Grecia e Reino Unido (Brexit).
  2. Milhares de centenas de refugiados saindo de países em guerra (Síria, Palestina, Península Balcânica, países africanos em guerra civil) e sem apoio onde viver. Onde estaria o suporte da ONU?
  3. Ameaças de ataques bombas entre EUA e Coreias, causando um medo e estado de alerta no mundo todo, gerando a desconfiança de uma nova Guerra Mundial, a terceira.
  4. Onda de eleições presidenciais com escândalos: não precisa ir longe, temos o próprio caso do Brasil. Muitos indivíduos (independente de partidos, envolvidos em corrupção), nos EUA, também tivemos outro caso com a entrada de Trump no governo mais poderoso do mundo.
  5. Ataques terroristas em grande massa, causado com mais frequência (principalmente na França) pelo Estado Islâmico e tirado vida de milhares de inocentes. Até quando?

Atualmente, posso dizer, que estamos passando por um momento necessário de desintegração de todos os absurdos e coisas ruins que o próprio ser humano acumulou durante todos esses anos, que agora expõe de forma clara e objetiva. Não podemos passar nossos dias em branco, sem falar para as pessoas que tudo isso faz parte de um processo maior de construção de um novo mundo.

Apenas imaginem um prédio que  nunca teve sua oportunidade de ter manutenção, com vários problemas internos de infiltração, descolamento, rachaduras, …logo em breve problemas maiores virão à tona. Para isso, como já sabem, precisamos de pro-atividade para analisar todos os pontos de vista (sem fragmentar) e solucionar problemas desse tipo enquanto há tempo: não para remendar e ocultar essas falhas, mas para realmente consertar como se aquela solução durasse mais algumas centenas de anos.

Bom, respostas assim costumam vir de consultas, e não de decisões esporádicas de uma pessoa que possa se achar com a razão ou o poder sobre todas as coisas. Com esse intuito, que ao refletir imagino trabalhar não o exterior das estruturas sociais (instituições, comunidades e indivíduos), porque são aspectos fáceis de se trabalhar e que não demandam tanto tempo, mas sim aspectos internos de capacidade, confiança, justiça, honestidade, amor, bondade, respeito, camaradagem, fidelidade e unidade (principalmente), que com certeza se tornaríam a argamassa desse empreendimento.

Quando transformamos o interior (a base estrutural), se torna mais fácil renovar as outras partes. Vamos tentar dia a dia, refletir em como pessoalmente posso colaborar com essas características mencionadas no parágrafo acima, e assim construiremos um mundo que sonhamos ter e viver.

“Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo” Mahatma Gandhi

  • Se não for a fé e a esperança que podemos criar dentro de nós, como seria nossa vida nos próximos anos?
  • Será que precisamos nos preocupar sobre quantos carros precisamos ter enquanto outros passam fome?
  • É certo enganar ou roubar o outro, enquanto que o que está acontecendo é o inverso? Esse mundo que vivemos é de Deus e não nosso, não somos donos de nada, apenas de nossas vidas! Então como vamos cuidar dela?

Esse texto foi escrito para que mais e mais pessoas possam pensar no bem, não só pensar ou falar, mas também, e principalmente unir forças para agir, de forma pacífica, sob esse mundo que nos encontramos. Somos capazes de transformar, basta acreditar! VAMOS!

Publicado em Religião, Sociedade, Vida | Deixe um comentário

Injustiça liberada nos trens e metrôs de SP

Viver rotina é algo que cada um já pode experienciar pelo menos uma vez na vida. Seja, ir para escola, faculdade, trabalho; ou até nas pequenas coisas, como: almoçar, jantar, banhar-se, assistir suas séries, seja como for, ela demanda um foco, persistência, até que se torne um hábito agradável e divertido; em muitos casos essa palavra acaba sendo motivo de tristeza por conta da “mesmice”.

Um das rotinas que gostaria de comentar aqui, é sobre minha “viagem” de 50 min indo e voltando para a faculdade que estou cursando: Música. Por incrível que pareça, mesmo sendo uma rotina levantar e tomar todas a conduções possíveis e imaginárias (caminhar, metrô, trem, ônibus); que para mim é levada desde o início como um benefício e incentivo, o que acontece é que cada dia é uma aventura diferente e um desafio.

São Paulo, como muitos sabem, é um dos maiores polos estudantis e de trabalho que o Brasil possui, milhares de pessoas, mesmo não se conhecendo, passam alguns minutos juntas pensando nas suas realidades, nas tarefas que precisam realizar durante aquele dia, e pelo que tenho percebido não estão nem aí para o próximo. Dos muitos que gostaria de relatar aqui, darei importância a apenas dois pontos:

  1. A crescente venda de produtos em um local ilegal
  2. E a falta de compaixão com o próximo

Sobre o primeiro, é triste saber que 13 milhões de pessoas atualmente encontram-se desempregadas. Não vou entrar no mérito da culpa de quem é, mas na contínua crescente de pessoas dentro destes transportes “mendingando” ou “tomando” dinheiro de forma indireta das pessoas que trabalham: como se fossemos um intermediário para a sobrevivência deles. Todos os dias eles – digo eles, porque são poucas mulheres – entram de uma forma, com mercadoria dentro de uma mochila, e começam: “desculpe atrapalhar a sua viagem, mas vou ser rápido….”, logo em seguida essa voz se mistura a outras 4 pessoas competindo para ver quem vende mais; já cheguei a presenciar até uma consulta entre familiares de como eles fazem para desviar do policiamento. Eu acho muito triste isso, porque na cabeça deles, tudo está certo, tranquilo, estão conseguindo o “dinheiro”, mas e a ordem onde fica? e as regras? fazer isso resolve o problema na raiz?

Não é só por aí, outras pessoas apelam para o emocional, mostram uma criança sofrendo, ou passam 10 minutos falando sobre sua vida pessoal; outro dia um senhor chegou berrando desesperado, como se as pessoas tivessem culpa, e um lugar que era para ser de bem estar, descanso, se transforma em algo tenso, chato, triste e rotineiro, que acaba chegando ao estágio, não vou mentir, de conformismo, sempre me pergunto, quando isso vai mudar? o que podemos fazer?

O segundo e último ponto, está na capacidade das pessoas não se planejarem corretamente ou não terem a empatia pelo outro. Rotineiramente, como frequento os horários de pico, vejo pessoas sendo empurradas para dentro como se fossem uma lata de sardinha, quando estou com violino tento me colocar ao máximo para dentro para não sofrer com os empurrões; neste mesmo contexto dos transportes públicos, há a via da esquerda nas escadas rolantes que sempre deve estar livre para as pessoas que precisam chegar com mais rapidez ao seu destino, e muitos ou por preguiça ou por não conhecerem acabam ficando parados. Neste caso já escutei “passa por cima”, “não sabe as regras?”, “pode vir pra cima, vai encarar?”. E assim essas pessoas chegam ao seu destino, seja na sua casa ou ao trabalho. Parece algo simples na prática, mas não é.

A única explicação que posso levantar aqui, seria com relação à educação. Raramente nos países desenvolvidos isso acontece, pela experiência que tive, as pessoas podem tirar seus cochilos com tranquilidade, entram em fileiras respeitando o próximo, conversam e até conseguem criar amizades, deixam os assentos preferenciais para quem realmente merece, dentre outras coisas. Essa mudança só ocorrerá quando soubermos dar valor a cada momento de nossas vidas, precisamos criar um novo padrão, novos hábitos. Espero e torço para que eu possa presenciar esse dia!

Nota | Publicado em por

200.png

Um livro pode ser apenas um livro, isso é fato. Mas não quando tomamos uma dessas duas decisões: ler algo que já foi publicado, ou até mesmo escrever algo de autoria própria. Essa semana que passou, escutei uma frase muito interessante após receber uma simples pergunta:

“Quantos anos você tem?” – como se a pessoa não soubesse. Mas havia uma continuação! “Então, com a disponibilidade que temos hoje na internet, nos sebos e livrarias, podemos ter a idade que quisermos! Já pensou nisso?” – fiquei meio sem resposta.

Acho incrível estes livros que falam com o leitor, que continuamente cria um certo entretenimento e emoção. É algo que eu também sempre busco, pois assim como na música, ter momentos de reflexão nos auxilia a melhorar nossa forma de expressão e sentimento. Assim me senti quando comecei a ler o livro sobre o pioneirismo de meus avós paternos – uma jornada de muitas confirmações e espera pelo momento certo – e que ao mesmo tempo me instigou uma vontade de também futuramente escrever algo como “Minhas Memórias”.

Mesmo que essas histórias não estejam sendo escritas em um papel, elas estão se consolidando em nossas mentes, e Deus também percebe nossos esforços diários, seja qual assunto for. Quando fiz minha viagem de ano de serviço voluntário, uma das primeiras coisas que escutei dos meus pais como apoio para realizar grandes coisas foi o seguinte: “Nossa vida é um livro com capa, com várias páginas, mas em branco. A forma como vamos preencher esse espaço somos nós que decidimos”. E realmente é assim, sempre tomando novas decisões pensando no futuro.

Durante esse período do jejum, nossas mentes se abrem mais (figurativamente) para o mundo afora. Somos mais solidários, mais atentos ao próximo (deveria ser sempre), mas o efeito é tão grande que acaba acontecendo naturalmente. Essa semana, por exemplo, vi um senhor cadeirante sendo carregado por uma jovem, e este queria atravessar a rua que cruzava o centro comercial de São Caetano. Eu já havia passado por lá, milhares de vezes, mas nunca tinha tido essa oportunidade de dar preferência ao outro (era uma lição, que devemos reduzir nosso ritmo e não sair “atropelando” qualquer um). No final, recebi um “Obrigado”, e o dia que já estava ensolarado, ficou mais claro ainda! Ele atravessou com a moça e eu segui meu caminho pra casa. Pode não só ter mudado nossas vidas, mas também daqueles que passavam ali por perto.

Incrível que logo em seguida, continuando minha caminhada, aparece um senhor ao meu lado – tomei um susto, porque não estava esperando – falar bem perto. “Nossa esse sol não ta dando trégua nenhuma, que calor!”. Depois que me dei conta que ele queria puxar algum assunto, respondi amigavelmente: “É verdade, nenhuma brisa ou vento para nos alentar, mas fazer o que!? São testes”. Ele respondeu: “Verdade!”. Logo em seguida, nos separamos e me cumprimentou dizendo: “fique com Deus, boa tarde!”.

Certamente, esse livro que escrevemos diariamente, terão capítulos especiais como acima descrito. Às vezes conseguimos escolher o caminho para tal fato, em outros momentos a oportunidade chega ao nosso lado e nos surpreende. São capítulos assim, que a vida precisa; cultivando boas memórias, seja com quem ou aonde for! Que assim continue!

Como está o seu livro?

Link | Publicado em por | Deixe um comentário

Nosso livre arbítrio é um presente divino

Nestes próximos meses e anos a frase “te conheço de outros carnavais” estará mais presente, não pelo seu significado literal, mas sim pelo simbolismo. Digo isto, pois ultimamente tenho percebido uma força cada vez maior de pessoas se unindo, se conhecendo, batalhando por causas comuns, e assim surge aquela outra famosa frase “o mundo dá voltas”, pois reencontramos pessoas que não vimos por um bom tempo.

São os fatos inexplicáveis da vida, que nos dão oportunidades de viver com motivação e alegria, de não perceber o tempo passar, de saber que se pode contar com a ajuda, que se fosse em outro momento, não teria o mesmo significado. Tudo tem seu tempo, e Deus sabe disso.

São dias, que se está triste, e que apenas um olhar ou um sorriso mudam seu dia, e você confirma que valeu apena lutar por conquistar essas amizades, que não se procura felicidade, ela é que te acha naturalmente. É do simples não achar que tudo possa estar errado, mas buscar o certo através dos seus olhares e dos outros. É confiar no seu taco.

São irmandades que surgem e se eternizam, que são como um presente de Deus para seu alento. São formas diferentes de lidar referente a uma mesma situação, que você não faria se não fosse pela clareza da consulta. São belezas que não são simplesmente externas, mas internas também, pois na hora do aperto uma atenção ou um abraço podem valer mais do que toda riqueza. São essas qualidades que cultivamos diariamente, que nos fortalecem como companheiros.

É como saber que você pode fazer a diferença, ser significativo para um minuto da vida do outro, é o dar sem esperar nada em troca, porque foi feito por amor e nada mais.

imagesSão lições, que nossas vidas nos trazem a cada novo ano e que nos ajudam a fortalecer nossas raízes e estreitar laços. Observava isso, quando servi por um ano na Terra Santa em Haifa, e voluntariei na equipe da Jardinagem. Era preciso arrancar/tirar todas as flores que tinham manchas (independente do tamanho), para que novas e belas rosas venham a crescer em seu lugar. Era duro para mim, pois me sentia tirando vidas, mas percebi no final depois deste trabalho, que valeu a pena esperar para ver um mar de rosas vermelhas enfeitando a montanha. Aprendemos a adquirir sabedoria quando estamos abertos à mudanças.

Similar a este caso vejo com as amizades que criamos, temos que cuidar diariamente, cultivar, observar e ao mesmo tempo não se apegar, mas ter em mente que seu melhor foi feito, de coração. Em outros casos, no outro extremo, temos de praticar o desprendimento e confiar em Deus para que em um breve momento a situação mude, possamos rir do passado e festejar o presente momento pela nova oportunidade dada, com gratidão e honra.

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

O que realmente possuímos?

Ontem, voltando de viagem, pude continuar a refletir sobre um pensamento que tive tempos atrás, quando também observava o mundo com a visão do alto ao qual o avião alcançava.

Passávamos por nuvens brancas, desenhadas como nos filmes e desenhos animados; também por montanhas, pequenos vilarejos, riachos, florestas, era uma variedade de sistemas biológicos e centros urbanos.

Primeiro, fiz a seguinte relação: como tudo aqui em cima é mais claro, bonito, vibrante. Era somente passar a turbulência das nuvens, que o avião continuaria sua viagem silenciosa, veloz e tranquila. Talvez também possa ser um reflexo da vida humana, ao qual precisamos passar por testes e dificuldades, para então amadurecermos e alcançarmos esse estágio de paz e consciência tranquila.

Depois continuei com outras reflexões: já que tudo tem um porquê de estar ali, porque então essas famílias estão isoladas nestas fazendas cercadas por dezenas de montanhas, sem a mesma agitação da cidade? Porque então na cidade precisamos ter todas essas coisas que nos agitam, criam stress, na maioria das vezes acabam com nossa saúde, se outras pessoas conseguem viver de outra forma e mais saudável? O mundo já passou por tantas transformações de urbanização e crescimento campestre. Se o mundo é único e foi criado por Deus, por que então mudá-lo? Você seria capaz de mudar algo?

Percebi que não, tudo em sua essência é perfeita. Na verdade, tudo aquilo (que vem da natureza) é um presente para o homem: sejam as árvores que transmitem com maior poder o oxigênio que respiramos, os alimentos que nos mantêm com energia; a água que trás o equilíbrio, o sol que dá vida e a lua que ilumina a noite; as temperaturas que em sua maioria são agradáveis ou então suportáveis, Ele pensou em tudo.

Mesmo que o homem tenha conquistado os mares com a criação dos navios e barcos (que pesam toneladas e que flutuam nos mares), ou até dos aviões que também pesam toneladas e sobrevoam qualquer lugar – cidades, estados, países e oceanos); submarinos, que podem ser usados para investigar as belezas do mar, qual seria a graça se tudo isso que Deus criou não existisse?

Às vezes, bate uma tristeza, passar por pessoas e sentir que poderá ser a última vez que a vejo, pois nossa vida é curta, não sabemos quando será a próxima ou se realmente haverá, neh?! Por isso acho, mais e mais, que precisamos aprender sobre uma palavra pequena mas que nos remete a muitas coisas do futuro: FOCO.

Me permiti imaginar como seria, se pudesse organizar o mundo de alguma forma, se pudesse falar com cada uma das pessoas que passávamos no decorrer da viagem e comunicar com algumas palavras os anseios e as alegrias. Mas era tudo muito rápido, cada um vivia seu mundo à sua forma, tendo seus desafios, sonhos, conquistas, lampejos e alegrias. Outro argumento sobre esse assunto me veio a mente, quando lembrei de uma aula de Marketing, na pós que realizei em 2014, na qual o professor de Gestão de Projetos, nos trouxe uma frase muito interessante que me marcou: “quem busca ser tudo ou ter tudo, não é nada, porque não conseguimos manter o foco e atingir a excelência em todas elas” – parafraseando a aula.

Duas coisas podem diferenciar uma pessoa da outra: seu coração (sentimentos) e sua mentalidade (seu pensamento/ raciocínio). Precisamos de ambos para manter o foco, se um está em outro mundo, nada acontece.  Não vamos conquistar nada só com um raciocínio que não pense nos outros, e também não alcançaremos nossos sonhos ou sentimentos, se não temos uma estratégia. Por isso, creio que este (o foco) possa ser um dos maiores testes para alcançarmos aquilo que desejamos, pois não é só através do nosso esforço, que conquistamos nossos objetivos, mas também através de três virtudes que poderá estar na receita de bolo para este assunto: amor, desprendimento e paciência.

Essa pode ser uma possível forma de conquistarmos o FOCO: coração + estratégia + Desprendimento + Paciência. Em muitas vezes que fiz este teste, os resultados foram surpreendentes, é realmente aquele sentimento de estar em paz, observando o caminho pela frente, atento às mudanças e confiante na chegada.

Tentando responder a pergunta do post, eu diria: Não possuímos nada (material), porque tudo voltará pra Ele, temos apenas:

  • Tempo, experiências, energia
  • Coração e mente conectadas
  • Amor, desprendimento e paciência

E será, através dos exercícios diários com estes elementos, que poderemos ultrapassar essas nuvens (barreiras) carregadas de conflitos e inseguranças até chegarmos na conquista de nosso bem maior: a Verdadeira Felicidade.

Nota | Publicado em por | 2 Comentários

Fim do mundo, pra que?

Related image

Por que insistimos em terminar uma história que foi destinada a durar para sempre?

Existimos para perpetuar os ensinamentos de Deus, amá-Lo, e buscamos trabalhar em conjunto com a visão de que a humanidade alcance estágios de compreensão cada vez mais amplos sobre nossos propósitos, transformando povos de diferentes culturas em companheiros ou irmãos que são cuidados e protegidos por Ele.

Não seria sábio, do nada, acabar com a criação mais perfeita que ele já fez; seria bom, pelo menos, entender quem somos. Temos a capacidade da coesão das células do reino mineral, temos também a capacidade de crescimento do reino vegetal, temos ainda a capacidade de reprodução, locomoção e sensibilidade aguçada do reino animal, e por fim, temos uma alma, a mente, a língua para nos comunicarmos com conhecidos e desconhecidos.

Percebi, que todo momento que a humanidade passa por grandes turbulências sociais, há novas proposições desse tipo. Provavelmente devem ter existido outros antes da minha existência, mas de memória posso identificar os mais recentes:

  1. Em 2000, que estourou a história do Bug do milênio, quando os computadores, que recentemente tinham chegado ao mercado com novas tecnologias e desenvolvimento, transpareceram e expuseram ao mundo problemas internos desconhecidos. Os relógios não conseguiam mudaram a contagem 1999 para 2000, porque 99 vai para 100 e não 00, ano zero é o marco do início do Cristianismo. Mas o que isso tem a ver com o fim do mundo? A vida continua.
  2.  A data 21 de Dezembro veio, agora com os astecas, prevendo de que neste dia, de acordo com o calendário daquele grupo, o mundo teria seu fim. Lembro-me que até fui parado na rua por um senhor que estava com muito medo, e através de um folheto tentou me explicar essa teoria. Em 2012, até houve a ajuda da produção de um filme “2012” para relatar este acontecimento, que viria um meteoro, cairia no oceano e causaria um grande tsunami (fenômeno muito conhecido nos países do leste asiático). A crise era outra, era a do materialismo, mas novamente era um estágio passageiro, pelo qual iremos e teremos de enfrentar para sermos melhores.
  3. A última data que até então conhecemos foi a de ontem, 16 de fevereiro, como vocês perceberam, eu pude escrever este texto, e vocês puderam ler, tudo está normal: céu azul, relógio andando normalmente, nossas atividades acontecendo com a rotina que cada um tem e continuamos a refletir sobre nosso futuro, já esperando novas teorias para corrermos contra o tempo, e faz tudo que tínhamos que ter feito em menos de 24h. Novamente, se formos observar, o mundo passa por novas dificuldades: as crises políticas ao redor do mundo, a fome em grande escala, o desemprego, a falta de amor, a corrupção mais aparente aos nossos olhos. Se formos pensar por esse lado, sim, estamos nós mesmos deixando o impulso ser determinante de quem somos.

Mesmo que possam existir teorias criadas por civilizações sobre a possibilidade de nós todos morrermos, não seria justo ou até lógico termos sido criados. Será que essas teorias não poderiam ser formas de nos relembrar sobre a importância de vivermos cada dia? Ou ainda mais, nos perguntarmos como posso evitar que qualquer informação distribuída pela mídia seja aceitável e que perturbe o caminhar da humanidade? Será que estamos com medo de enfrentar o diferente? Sabemos que toda história tem um final feliz.

Outro pensamento que me veio também: Será que estamos passando por uma nova crise, agora mais profunda? a “espiritual”. Eu interpretaria esse “novo fim do mundo” como o momento em que a humanidade precisaria novamente reconhecer que estamos distantes dEle, vemos todos os dias pessoas morrendo (pelos mais diversos motivos), vemos mulheres sendo maltratadas, também crianças sem escolas para estudar, vemos países sem governantes, policiais sem motivação para trabalhar, tudo isso pode ser curado por um remédio, que só aprendemos com a vida e com o contato espiritual: a Religião. Somente ela pode esclarecer a importância dos princípios e valores que precisamos trabalhar todos os dias, e com isso pensaríamos não no fim do mundo, mas nas conquistas que o mundo pode ter e alcançar.

 

 

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

Qual o tempero da sua vida?

Image result for tempero

Provavelmente você deve estar se perguntando, como assim? O raciocínio é simples. Assim como temperamos nossa comida com elementos adicionais para dar mais gosto e intensidade, por exemplo: sal (salgado), açúcar (doce), limão (ácido), azeite (suavidade), também na nossa vida podemos pensar de forma similar.

Sabe-se que não se vive sozinho, todos os momentos teremos companhia, seja de amigos de estudo, familiares, colegas de trabalho, chefes, ou até nós mesmos. Como gostaríamos de sermos tratados? Bom, para ajudar nessa resposta pretendo adicionar alguns elementos, que possam ajudar na abertura dessa visão que irei descrever.

  1. Educação de bons modos (ser humilde e dar preferência ao outro)
  2. Moralidade (ter respeito, compaixão, ser justo)
  3. Flexibilidade (dar tempo ao tempo, ser atento aos erros, pró-ativo na mudança)
  4. Amor (em tudo o que faz e com quem estiver através de atenção e camaradagem)
  5. Desprendimento e paciência (mesmo que sem resultados positivos, pensar no lado bom da história, refletir isso dentro de si. Coloco as duas virtudes juntas, pois uma exige o trabalho da outra)

Creio que através destes 5 itens, consigamos, em intensidades diferenciadas identificar qual estilo de vida levamos, qual gostaríamos de ter, e se estamos num bom caminho. Na sequência, pensei em fazer um paralelo com o exemplo acima exposto:

Como seria ter uma vida salgada? Seria algo como sentir as sensações da vida, inicialmente prazerosas, mas muito fugaz (que termina rapidamente), sentindo falta de algo para complementar. Ela não é estática, apenas pensa em viver o momento ao máximo (carpe diem), e ao final se sente na liberdade de trocar aquilo que possui no momento que desejar.

Como seria ter uma vida doce? Seria provavelmente um modelo de vida ideal para o mundo. Seria a junção dos 5 elementos citados, com muito amor, educação, flexibilidade, respeito e paciência. Seria aquela pessoa que todos gostam e que se dá bem com quem também é tranquila. Às vezes, infelizmente, abusam da boa vontade da pessoa, e usufruem de sua companhia para algo de benefício próprio.

Como seria ter uma vida àcida? É aquele tipo de relacionamento que todos os dias você acorda mal e sai brigando com todos, não aceita nada que não seja do seu jeito, acha que é dono(a) do mundo, intenso nas atitudes e palavras (de forma concentrada), e acha internamente que está tudo bem, que não está afetando a vida do outro depois de tal ação.

Como seria ter uma vida suave? Essa característica é percebida com mais frequência em famílias de classe alta, no qual se tem tudo: casa, comida, carro, dinheiro, futuro garantido, em alguns casos com MUITO esforço; em outros por conta da geração familiar que é passada de um para o outro. Não é muito simples, mas é confortável e sonhadora para qualquer um.

Adicionaria aqui um último estilo (adstringente). Como seria? É aquele estilo que você vive grudado nas pessoas. Não se mexe, acha que está tudo bem, o famoso “deixa a vida me levar”,  aparenta ser doce, mas no futuro acaba se tornando um problema, pois não soube aproveitar as oportunidades que lhe apareceram.

Penso, que durante nossa fase de transição (12-15 anos) essas características se misturem, até que possamos definir qual caminho seguir, pois queremos testar tudo. Idealmente, se você souber combinar aqueles 5 elementos iniciais, saberá lidar com qualquer um dos tipos mencionados, e terá a vida que quer. Seria muito importante, pararmos para observar como nos comportamos com o outro, e refletir se é isso mesmo que queremos continuar fazendo para construir um mundo de paz e harmonia. Qual é o seu tempero?

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

Quantos tipos de inteligência temos?

Antes de fazer uma pesquisa mais ampla sobre o tema, pensei comigo mesmo e havia chegado ao número 4: Racional, Espiritual, Corporal e Emocional. Surpreendentemente, ao pesquisar, encontrei mais do que o dobro desse número. Segundo o psicólogo Howard Gardner, temos 9 tipos de inteligência; inicialmente eram 7, mas ao final de sua pesquisa acabou adicionando mais duas. São elas:

https://i1.wp.com/www.updateordie.com/wp-content/uploads/2015/01/Multiplas-Inteligencias-Tipos-640x609.png

  1. Lógico-matemática: Analisa sistemas através do raciocínio dedutivo para chegar a alguma conclusão. Característica que aparece em engenheiros e arquitetos.
  2. Linguística: Capacidade de exploração do uso do idioma nos diversos contextos sociais. Característica que aparece muito em poetas e escritores.
  3. Musical: Capacidade de compor e executar padrões musicais, seja rítmicos, harmônicos ou melódicos, possuindo a capacidade de discernir os timbres e sons. Ex: Músicos em formação ou profissionais.
  4. Espacial: Possuem a capacidade de observar algo e modificar o espaço criando novas formas, com criatividade e beleza. Essa inteligência também permite você prever mudanças imediatas como no xadrez ou até de longo prazo como em viagens de navio.
  5. Corporal-cinestésica: Nem precisaria explicar este tipo. Neste caso, o indivíduo tem a capacidade de condução do seu corpo, adequando sua estrutura à realidade, seja em danças, peças teatrais ou esportes.
  6. Intrapessoal: Essa é a mais rara de todas. Ela descreve a capacidade de se autoconhecer, se fortalecer nas crenças, estilo de vida, entender seus vícios, e assim por diante.
  7. Interpessoal: Essa característica de entender a motivação, intenção e desejo do outro vem de pessoas que são mais comunicativas, extrovertidas e que se preocupam com o outro, se expõe mais, é o caso de alguns políticos, líderes religiosos e a maioria dos professores.
  8. Naturalista: Aqui está a características de indivíduos que naturalmente gostam de organizar, pesquisar e entender as estruturas e os sistemas da natureza, por exemplo, geólogos e biólogos.
  9. Existencial: Acrescida junto à Naturalista, essa tem o intuito de busca de respostas à algumas perguntas que não necessariamente são claras ou lógicas. Pondera questões sobre nossa existência, assunto que aparece com mais frequência entre filósofos e religiosos.

Para aqueles que estão no período de vida do vestibular, seria legal experimentar cada uma delas, idealmente desde pequeno para encontrar o caminho pelo qual mais se identificam e sonhariam trabalhar no futuro.

Provavelmente foram dessas inteligências, que hoje, existem as profissões, que cobrem essas características. Segundo ele (Howard), não podemos falar ou comparar um com o outro. Todos somos inteligentes, mas de maneiras diferentes. Creio que devamos usar essas inteligências que possuímos para o avanço da humanidade. Todas são benéficas e nos causam sensações diferenciadas. Pra mim também foi importante conhecer sobre elas.

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário